segunda-feira, 19 de agosto de 2013 0 comentários

Um dia


Um dia tudo isso terá acabado. Um dia, todas estas angústias e as preocupações terão chegado ao fim, dando lugar à certeza de que todo o esforço teve resultado. Um dia riremos do quanto fizemos tempestade em copo d'água por algo que apenas o tempo, por si só, trataria de resolver. Um dia olharemos para trás e sentiremos orgulho de nós mesmos por não termos nos rendido apesar das dificuldades. Não te esqueças, meu amor, tudo o que vem fácil, vai fácil. E eu acredito do fundo do coração que duraremos muito - se não pela vida toda. Se estamos passando por isso agora, é para provarmos que nosso amor é mais forte que essa tempestade. É para percebermos que essa luta é a prova pela qual precisamos passar para que mereçamos o amor um do outro. Sei que não é tua primeira batalha e que temes que desastres se repitam. Eu também tenho meus medos. Sei que às vezes dá vontade de desistir, de seguir um caminho mais fácil, de fazer planos mais simples de serem concretizados. Mas garanto que se aguentarmos firme mais um pouco, nossa luta só nos conduzirá à vitória no final. E em breve, quando essa vitória acontecer, seremos nós dois, juntos, mais fortes e ainda mais preparados para tudo que continuar vindo pela frente. Um dia, não tão distante, eu espero, veremos o quanto subestimamos nossa força nos momentos em que cogitamos jogar tudo para o ar. Um dia tudo deixará de ser tão incerto. Um dia - e isso é uma promessa - poderei olhar em seus olhos e dizer que sim, nós conseguimos, e que eu faria tudo outra vez por nós dois.
quarta-feira, 14 de agosto de 2013 1 comentários

E enfim, os 18


Ah, os 18 anos. A liberdade, a independência. A idade tão ansiosamente esperada pelos adolescentes. Exceto por mim, há alguns anos atrás, quando o que eu mais queria era poder dar uma de Peter Pan e parar de completar aniversário aos 15 anos. Nada de crescer e me tornar uma adulta chata cheia de responsabilidades e sem tempo para nada. Eu queria era ser adolescente para sempre. Hoje percebo que crescer é necessário e de certo modo, é até bom. Difícil, mas bom. Lições importantes são aprendidas enquanto vamos envelhecendo e passando por todas as fases da vida. Mas o que eu temia, ao crescer, era esquecer minhas manias que acompanharam minha adolescência. Hoje acordei com uma nova idade, mas ao me olhar no espelho, percebi que eu continuava a mesma. Então cheguei à conclusão de que certas coisas sobre mim não vão mudar mesmo depois de alcançar a maioridade. E sabe, acho que tudo bem. Tudo bem eu ler Meg Cabot e Nicholas Sparks. Tudo bem eu ser louca pela Taylor Swift e ficar sonhando em me tornar uma grande escritora. Tudo bem eu fazer escândalo quando meus jogadores favoritos estiverem em campo ou marcarem um gol. Inclusive, acredito que vou continuar fazendo esse tipo de coisa por muito tempo. Não vou deixar o que me faz feliz de lado para tratar de assuntos sérios o dia todo só porque agora completei mais um ano de vida e sou legalmente adulta. Afinal, são esses detalhes que fazem a minha vida valer a pena. É, feliz aniversário para mim. Agora com licença, a adulta que vos fala precisa dar um pulo na cozinha para raspar a tigela da nega maluca.
sexta-feira, 2 de agosto de 2013 0 comentários

Antes do amor, a admiração



Life is actually pretty great.


Explicar ou definir o amor é impossível, isso é fato. Mas eu acredito que amor, acima de tudo e principalmente, é admiração. Eu acredito que amar alguém esteja ligado à admirar o que a pessoa é. Pode ter gente que discorde e diga: mas eu amo alguém que só me faz mal e não há nada nele que eu possa admirar. Ah, meu bem, isso não é amor nem de longe. Isso é cisma, ou um encanto pela aparência física, ou no máximo uma paixãozinha porque algum dia ele te fez rir ou arrumou o cabelo de um jeito bonitinho. Mas amor não é isso. Não se ama pelo sorriso ou pela cor do olhos. Ama-se pelo que a pessoa é. E ao meu ver, para amar verdadeiramente alguém, é preciso também admirá-la. Antes de querer a pessoa ao seu lado, é preciso querer vê-la bem. É sempre preferível ver quem ama longe e bem do que perto e infeliz. É lógico que nem sempre admiração é amor. Mas eu acredito que amor sempre vem acompanhado de admiração.
segunda-feira, 22 de julho de 2013 0 comentários

Silêncio


Ela nunca falava muito. Passara a infância conversando pouco, e com poucas pessoas. Cresceu desse jeito, sempre valorizando as palavras de tal maneira que muitas vezes preferia calar-se a dizer algo que não fizesse diferença ou que pudesse ser mal interpretado. Aquilo começou a tornar-se um problema. Falar qualquer coisa na frente de muitas pessoas era um sacrifício. Não sabia utilizar as palavras certas. Por causa disso, fez poucas amizades, pois tinha dificuldade em conversar com as pessoas. Não sabia o que dizer, nunca sabia. Não conseguia se aproximar das pessoas e não sabia se elas sequer gostavam da sua presença. Fechava-se em seu mundo. Apesar de falar pouco, era apaixonada por palavras. Lia muito e escrevia ainda mais. Tudo o que não conseguia expressar oralmente, colocava no papel. Quando passava por um problema, não procurava as pessoas para conversar. Ela escrevia. Não tinha certeza se as pessoas a entenderiam ou se sequer se importavam com o que ela tinha a dizer, por isso preferia guardar o que sentia para si mesma. Quando os sentimentos começavam a se acumular dentro dela, ela os colocava no papel, na tentativa e na esperança de que isso a ajudasse de alguma maneira. Transformava sua vida em textos, em cartas jamais enviadas, em crônicas, em contos, em letras de música que nunca conseguira encaixar em alguma melodia. Talvez escrevia por necessidade, e não por opção. Talvez era a única maneira de colocar em palavras o que sentia. Talvez fosse seu jeito próprio de expressar-se. Como se isso fizesse parte dela.
segunda-feira, 15 de julho de 2013 0 comentários

Vício por futebol



Dizem que o Brasil é o país do samba, do carnaval e do futebol. Samba e carnaval são bem dispensáveis para mim, para não dizer inúteis. Não sei sambar, e carnaval é uma época em que, como todo feriado, fico em casa fazendo qualquer coisa ao invés de "aproveitar o carnaval", seja lá o que isso queira dizer. Enfim, não é sobre samba nem sobre carnaval que quero falar. É sobre futebol. Ah, o futebol. O que seriam das minhas tardes de domingo e noites de quarta-feira sem assistir a uma boa partida de futebol do meu time? Mesmo que no final ele saia perdendo - pouquíssimas vezes, é claro - a adrenalina, o nervosismo, a alegria de vê-lo fazendo um gol são sensações tão boas que vale muito a pena tirar 90 minutos do dia para senti-las. E aquele frio na barriga quando a bola bate na trave. Ou quando um pênalti pode resolver o jogo inteiro. A angústia do último jogo da final de um campeonato. E aquele desespero quando o árbitro não vê a falta contra seu time ou quando o técnico faz uma substituição que você tem certeza que vai estragar tudo. E sabe aquele papo que mulher só assiste futebol para ver os homens bonitos? Grande bobagem, pelo menos no meu caso. É claro que tenho lá minahs quedas por jogadores de futebol bonitos, mas esse não é o único motivo que me faz assistir a jogos. Mulher também torce, também grita, também canta, também chora ao ver seu time jogar. Aliás, conheço mulheres que entendem de futebol melhor que muito homem por aí. Ah, com certeza, futebol é uma das minhas coisas favoritas do Brasil.
domingo, 23 de junho de 2013 0 comentários

Você


Seu olhar. Seu sorriso. Seu amor. Seu toque. Sua voz. Sua risada. Suas qualidades. Seus defeitos. Sua companhia. Sua maneira de encarar o mundo. Seu sotaque. Sua inteligência. Seu conhecimento. Suas covinhas. Seu abraço. Seu beijo. Seus olhos. Seu dom de me fazer sorrir. Suas preocupações. Seus mistérios. Suas escolhas. Seus carinhos. Seu jeito de me tratar. Suas palavras. Sua ironia. Seu humor. Sua implicância. Seu perfeccionismo. Seu jeito de ser. Sua sinceridade. Suas mãos nas minhas. Sua presença. Sua tranquilidade. Sua vida. Sua personalidade. Sua individualidade. Suas opiniões. Seus pensamentos. Sua forma de cuidar de mim. Você. Eu. Nós.
sexta-feira, 21 de junho de 2013 0 comentários

Apenas mais um clichê


Meus rabiscos são sobre ti. Minhas frases desconexas escritas em folhas avulsas de meus cadernos falam sobre teu olhar e tua voz, que sem dúvida eu poderia ficar ouvindo durante um dia inteiro. Geralmente esses escritos vão para a lixeira, pois nunca me parecem suficientes para conseguirem realmente descrever-te. Tu me deixas cheia de inseguranças e medos. Afinal, sabemos que, em se tratando de nós, nada é tão simples. Quem dera o amor bastasse para que tudo se resolvesse. Pois eu te garanto que amor é o que não falta em mim, mesmo que eu não saiba demonstrar a intensidade desse sentimento. Mas se tem algo que aprendi, é que nem sempre o amor é suficiente. Nem sempre as coisas dão certo só porque existe um sentimento por trás de tudo. Por isso tenho medo do que pode acontecer daqui para frente. E eu queria saber se tu tens certeza que queres tentar. Quero saber se estás disposto a correr alguns riscos e que não pularás do barco antes de começar a remar. Se tu não me abandonarás no meio do oceano sem que eu saiba para onde ir. Porque, sabe, eu estou mesmo disposta a continuar. Porque tenho certeza que, por ti, vale a pena arriscar e levar o barco adiante, ainda que ele possa furar antes mesmo de chegarmos ao nosso destino. Apesar de estar cansada por conta de viagens anteriores, com uma bagagem pesada e difícil de carregar, sei que, com a tua ajuda, podemos ultrapassar os obstáculos e não deixar que nada nem ninguém nos impeça de seguir a correnteza. Porque pode ser que o amor por si só não seja o bastante, mas ele é o impulso e o motivo principal para essa nossa viagem turbulenta, mas que vale a pena.
 
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